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Mönch:Uma vez que existe um forte foco no desenvolvimento de Forças Armadas capazes de interagir com outras forças de segurança no Brasil, quais são os desafios que se apresentam sob este aspecto para o seu Comando?

Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho: No Brasil, as atribuições das Forças Armadas e das Forças de Segurança de Pública são distintas e estão bem definidas na Constituição Federal. Neste contexto, existe a previsão legal de emprego dos militares em ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em circunstâncias excepcionais, por solicitação dos chefes dos Poderes constituídos, e mediante autorização do Presidente da República. Nestas situações específicas, os desafios têm sido enfrentados por meio da articulação e coordenação do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas com os órgãos federais e estaduais responsáveis pela segurança pública, para que as operações preservem as responsabilidades e capacidades dos entes envolvidos, conforme suas atribuições constitucionais, para que seja obtido o melhor resultado desejado pela sociedade.

Mönch: Quais são os notáveis/principais programas relacionados à defesa aérea nas Forças Armadas?

Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho: Atualmente, neste segmento da defesa nacional, o programa de maior destaque está sob a coordenação da Força Aérea Brasileira e diz respeito à obtenção de, inicialmente, 36 caças para a defesa aérea do território, por meio do Programa FX-2, que prevê o desenvolvimento e transferência de tecnologia aeroespacial da aeronave Gripen NG, baseado no contrato assinado entre o governo brasileiro e o sueco. Além desse programa, existem avaliações e estudos no âmbito do Ministério da Defesa, para ampliação da capacidade de defesa antiaérea do território brasileiro. No entanto, este projeto ainda aguarda melhor situação orçamentária de forma a permitir a sua execução.

Mönch: Cada vez mais a segurança cibernética, em suas várias facetas, é um tema militar no Brasil. O que o EMCFA está fazendo nesta área?

Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho: Com certeza, esse é um assunto da maior relevância, e as Forças Armadas tem priorizado e desenvolvido uma especial capacidade e o coordenado preparo para as ameaças cibernéticas, cujos exitosos resultados, iniciados em 2012 no contexto dos grandes eventos sediados no Brasil, foram plenamente demonstrados durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Fruto dessa priorização, nos últimos anos, implantamos o Comando Conjunto de Defesa Cibernética e aprimoramos os adestramentos e operações conjuntas nessa área, o que nos permitiu o fortalecimento de nossas atividades no espaço cibernético.

Mönch: Em um mundo ideal sem limites orçamentários quais as áreas das Forças Armadas que necessitam de urgente atualização / aprimoramento quer seja em termos de equipamentos ou de qualificação / treinamento?

Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho: Sem dúvida a construção de navios escolta e de um sistema de defesa antiaérea estariam entre as prioridades.

Mönch: Quais são as suas principais prioridades para os próximos anos?

Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho: Dentre tantas, podemos mencionar as mais relevantes:
a) uma crescente interoperabilidade entre as Forças Armadas, especialmente nos campos operacional e logístico, com destaque para os projetos de link de dados e comunicações digitais, além de aumentar a estrutura nas três Forças Singulares; e

b) manter a participação brasileira em operações de paz sob a égide da ONU.

 

 

Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho. (Foto: EMCFA)

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